Com 60% de queda no desmatamento em 2024 e 99,9% de regularização das áreas afetadas, Espírito Santo se destaca no combate a infrações ambientais e na recuperação de ecossistemas, impulsionado pelo Programa Reflorestar e pela atuação rigorosa do Idaf
No Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado em 27 de maio, o Espírito Santo reafirma sua posição de vanguarda na fiscalização e preservação ambiental. De acordo com o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), elaborado pela iniciativa MapBiomas Alerta, o Estado registrou uma redução expressiva de 62% no desmatamento entre 2023 e 2024, caindo de 362 hectares para 137 hectares.
A queda é resultado direto das ações intensivas de fiscalização e controle conduzidas pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), que também contribuiu para que o Estado atingisse a impressionante marca de 99,9% de regularização nas áreas desmatadas — seja por meio de autorizações legais, embargos, multas ou medidas administrativas.
Apesar de o bioma da Mata Atlântica ter se mantido estável no cenário nacional, o território capixaba reduziu significativamente sua contribuição ao desmatamento, consolidando sua liderança em sustentabilidade. A atuação fiscalizatória tem sido fundamental para que o Espírito Santo se mantenha em conformidade com a legislação ambiental e avance na proteção de seus ecossistemas.
O Programa Reflorestar, carro-chefe das políticas públicas ambientais capixabas, é um dos instrumentos estratégicos que complementa esse esforço. O programa promove a recuperação de áreas degradadas com foco em resultados ambientais e socioeconômicos, como a proteção de nascentes, o aumento da infiltração da água no solo e a prevenção do assoreamento dos rios.
Com ações como a construção de barraginhas, caixas secas, terraços e a instalação de biodigestores, o programa amplia a resiliência ambiental das propriedades rurais e gera benefícios diretos para as comunidades do campo.
O reconhecimento nacional veio com a nota máxima no pilar de Sustentabilidade Ambiental do ranking do Centro de Liderança Pública (CLP), colocando o Espírito Santo na liderança entre todas as unidades da federação. O Estado subiu nove posições em relação ao ano anterior, reflexo da política ambiental rigorosa e integrada entre poder público, produtores e sociedade civil.
Segundo o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, os números mostram que o Espírito Santo caminha para se tornar referência em desenvolvimento sustentável: “Temos uma gestão comprometida, baseada em ciência, fiscalização eficiente e cooperação com todos os setores. Isso é o que torna o Reflorestar tão potente e eficaz.”
A celebração da data, que remete à Carta de São Vicente, escrita em 1560 por Padre Anchieta — primeiro registro da biodiversidade das florestas tropicais nas Américas —, ganha novo significado no Espírito Santo. Mais do que celebrar, o Estado demonstra que é possível preservar, recuperar e desenvolver de forma integrada, com foco na legalidade, fiscalização e compromisso ambiental.
Com Informações da Assessoria de Comunicação da Seama
Reportagem: Waldeck José
Imagem da Manchete: Paulo Sena / SEAMA
