Integridade Fiscal

SEFAZ-ES lança seu primeiro Plano de Integridade para prevenir fraudes, ampliar a transparência, controlar riscos e reforçar a governança fiscal com foco nos anos de 2025 e 2026

A Secretaria da Fazenda do Espírito Santo (SEFAZ-ES) iniciou, em maio de 2025, a implantação de seu primeiro Plano de Integridade Fiscal, um marco na gestão pública estadual. O plano estabelece diretrizes para prevenir fraudes, conflitos de interesse, corrupção e outras irregularidades nos processos internos da pasta.

A iniciativa atende à Lei Estadual nº 10.993/2019, que exige que todos os órgãos do Executivo capixaba desenvolvam e executem seus próprios instrumentos de integridade. A elaboração contou com apoio técnico da Subsecretaria de Integridade (Subint) da Secretaria de Estado de Controle e Transparência (SECONT) e seguiu orientações da Controladoria-Geral da União (CGU).

Abrangência e limites

Apesar de usar o termo “Fiscal”, o plano não abrange todos os tipos de fiscalização do Estado. Ele é específico da Secretaria da Fazenda, e sua aplicação está restrita às suas áreas internas, como:

  • Fiscalização tributária e arrecadação;
  • Gestão financeira e contábil;
  • Administração patrimonial;
  • Gestão de contratos, pessoal e compras públicas.

Não estão incluídas no escopo do plano áreas como:

  • Meio ambiente (IEMA, SEAMA);
  • Vigilância sanitária (SESA);
  • Defesa do consumidor (PROCON-ES);
  • Obras públicas (DER-ES);
  • Fiscalizações trabalhistas ou federais (MTE, TRT, etc.).

Cada um desses órgãos é responsável por desenvolver seu próprio plano de integridade, conforme determina a mesma legislação estadual.

Como funciona

Coordenado pela Unidade de Integridade da SEFAZ-ES, o plano adota uma abordagem baseada em riscos, com diagnóstico, metas, cronograma, auditorias e revisão contínua. Ele está estruturado sobre o modelo das três linhas de defesa:

  1. Gestão direta: identificação de riscos pelas unidades da SEFAZ;
  2. Supervisão e controles internos: aplicação de medidas preventivas;
  3. Auditoria interna: revisão e monitoramento dos processos.

Entre as ações previstas estão:

  • Mapeamento de vulnerabilidades;
  • Implementação de controles e rotinas preventivas;
  • Capacitação de servidores em ética e integridade;
  • Criação de canais de denúncia protegidos;
  • Acompanhamento por indicadores de desempenho.

Cronograma

  • Maio de 2025: publicação oficial do plano;
  • Junho–Julho: mapeamento de riscos por unidade;
  • Agosto–Outubro: aplicação de controles;
  • Novembro em diante: treinamentos e canais de denúncia;
  • Ano de 2026: auditorias internas e revisões contínuas.

O secretário de Estado da Fazenda, Benício Costa, destacou que o plano representa um avanço na prevenção de irregularidades e consolida o compromisso da SEFAZ com uma gestão pública mais ética e transparente.

Reportagem: Waldeck José

Fontes:

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