ES aprova nova etapa do Profisco II

Nova etapa do Profisco II mira a sonegação, aprimora auditoria e integra forças de fiscalização em todo o Estado

O Governo do Espírito Santo deu mais um passo decisivo rumo à modernização da gestão pública. Com a autorização do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foi aprovada a contratação da empresa Logus, que será responsável pela atualização e ampliação do Sistema Integrado de Gestão das Finanças Públicas do Espírito Santo (Sigefes). A medida não apenas aprimora a administração financeira do Estado, como também fortalece de forma significativa a atuação fiscalizatória em todas as frentes: da arrecadação tributária ao controle de gastos, passando pela transparência, auditoria, meio ambiente e políticas públicas.

A modernização do Sigefes é uma das ações prioritárias do Programa de Modernização da Gestão Fiscal do Espírito Santo (Profisco II), coordenado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) em parceria com outras pastas estratégicas. O sistema reúne e integra dados sobre planejamento, orçamento, contabilidade e finanças públicas, e sua atualização permitirá avanços como a implantação de novos módulos, modernização de processos, suporte técnico especializado e treinamentos.

Mais do que gestão, uma estrutura de apoio à fiscalização

Embora o Sigefes seja, em essência, uma ferramenta de gestão financeira, seu impacto se estende de maneira transversal para os diversos mecanismos de fiscalização estadual. A modernização da plataforma vai permitir maior integração entre dados financeiros e administrativos de diferentes secretarias, contribuindo para um ambiente mais transparente e eficiente. Isso se traduz em apoio direto às atividades das equipes que atuam em campo na identificação de fraudes, irregularidades fiscais, desvios de finalidade orçamentária e má utilização dos recursos públicos.

Segundo Paula Miranda Tardin, gerente de Projetos Estratégicos da Sefaz e coordenadora do Profisco II no Estado, a conquista resulta de um esforço coletivo. “Esse avanço só foi possível graças à agilidade e ao comprometimento das equipes da Gepro, Subsad e Tesouro Estadual, que atenderam com precisão às exigências técnicas do BID. Isso demonstra a maturidade do Espírito Santo em projetos de gestão fiscal”, destacou.

Para os órgãos fiscalizadores, o novo Sigefes permitirá análises mais rápidas e robustas de informações, melhoria nos fluxos de trabalho e maior capacidade de cruzamento de dados. Essa infraestrutura digital é essencial para que o Estado amplie sua presença fiscal em empresas, instituições públicas e setores estratégicos da economia capixaba, coibindo fraudes, sonegadores e práticas ilegais.

R$ 302 milhões em investimentos até 2026

O Profisco II prevê um investimento total de cerca de R$ 302 milhões até 2026 em ações de tecnologia, inovação, gestão de pessoas e modernização de sistemas voltados à administração tributária e financeira. O programa é conduzido pela Sefaz em conjunto com as Secretarias de Controle e Transparência (Secont), de Economia e Planejamento (SEP) e de Gestão e Recursos Humanos (Seger).

Dividido em três grandes eixos — Gestão Fazendária e Transparência Fiscal; Administração Tributária e Contencioso Fiscal; e Administração Financeira e Gasto Público —, o programa inclui 15 produtos estratégicos. A modernização do Sigefes é um dos pilares estruturantes para garantir eficiência na arrecadação, segurança na execução orçamentária e fiscalização efetiva dos recursos públicos.

Compromisso com a transparência e o controle social

Além de reforçar o controle interno do Estado, a nova versão do Sigefes também promove o acesso público à informação, viabilizando maior controle social sobre o uso do dinheiro público. Com dados acessíveis e organizados, a população e os órgãos de controle poderão acompanhar mais de perto a execução orçamentária, as metas fiscais e os investimentos realizados pelo governo estadual.

Esse conjunto de ações reafirma o Espírito Santo como referência nacional em gestão pública moderna, ética e voltada para resultados. Mais do que uma mudança tecnológica, trata-se de um avanço institucional que fortalece a fiscalização como instrumento de justiça, legalidade e desenvolvimento.

Com Informações da SEFAZ- ES

Reportagem: Waldeck José | © 2025 Sindicatos – Jornal Fisco & Justiça

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