Fraude Fiscal Milionária

Esquema de sonegação de R$ 100 milhões alerta fisco no ES e em todo o Brasil

Um esquema de sonegação fiscal que desviou mais de R$ 100 milhões em impostos está sob investigação, servindo de alerta para todo o país, incluindo o Espírito Santo (ES). A empresa envolvida, a Metalcap Reciclagem, especializada na compra e venda de sucatas e metais recicláveis, utilizava uma rede de empresas fantasmas para burlar o fisco há pelo menos uma década. O caso, que ocorre em Taguatinga, no Distrito Federal, reforça a necessidade de fiscalização rigorosa em todos os estados, com atenção redobrada para práticas semelhantes que possam ocorrer no ES.

De acordo com as investigações, os responsáveis pela Metalcap Reciclagem criaram empresas de fachada, utilizando “laranjas” e “testas de ferro” para ocultar a operação real. Essas empresas fantasmas assumiam a comercialização de materiais recicláveis, enquanto a Metalcap se beneficiava de um regime tributário vantajoso, pagando menos impostos do que deveria. O esquema, que movimentou valores milionários, foi desmontado após uma operação que mobilizou mais de 120 agentes, incluindo policiais civis e equipes da Receita.

As autoridades já identificaram dívidas fiscais que ultrapassam R$ 100 milhões, valor que deve ser ressarcido aos cofres públicos. Além dos sócios da Metalcap, contadores e operadores responsáveis pela criação das empresas fictícias também estão sob suspeita. O foco agora é rastrear o dinheiro movimentado nas contas fraudulentas, identificar os verdadeiros beneficiários do esquema e mensurar os lucros ilícitos obtidos por cada investigado.

No Espírito Santo, o fisco tem reforçado a fiscalização para evitar que práticas semelhantes ocorram no estado. A preocupação é garantir que empresas cumpram suas obrigações tributárias, evitando prejuízos aos cofres públicos e mantendo a competitividade do mercado.

Os investigados respondem por crimes como organização criminosa, sonegação fiscal, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Caso condenados, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Reportagem: Waldeck José

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